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Petição bem sucedida. Bombas de insulina grátis ‘estão’ a caminho da AR

A petição pública que pedida o alargamento a maiores de 18 anos do acesso gratuito a bombas de insulina não só conseguiu, como superou, o número mínimo de assinaturas para ser discutida na Assembleia da República. Para tal foi fundamental o apoio da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP).

Petição bem sucedida. Bombas de insulina grátis ‘estão’ a caminho da AR
Notícias ao Minuto

14:54 - 20/05/19 por Ana Lemos 

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Estamos perante uma doença crónica que “afeta milhões de pessoas durante toda a vida”, que obriga a um controlo apertado, e diário, dos valores de açúcar no sangue e, “no caso da Diabetes Tipo 1, a várias injeções diárias de insulina e a picar os dedos várias vezes por dia para medir os níveis de glicemia no sangue”.

Os Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI, vulgo bombas de insulina) têm, neste sentido, um importante papel no controlo da da diabetes, estando “atualmente garantida a sua comparticipação na totalidade para jovens até aos 18 anos”.

O objetivo da petição – lançada em dezembro do ano passado pelo grupo DiabéT1cos – é “promover uma melhoria considerável na qualidade de vida dos doentes com diabetes”, garantindo esse acesso gratuito das bombas de insulina a “todos os diabéticos”, desde que as mesmas sejam recomendadas por equipas médicas.

E cinco meses depois, o objetivo não só foi alcançado como superado. A petição já conta com mais de 4.300 assinaturas, pelo que o próximo passo será dar entrada na Assembleia da República para ser discutida pelos deputados.

Para tal foi de extrema importância o apoio que Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) deu a esta iniciativa no passado dia 30 de abril, sustentando que “sempre apoiou todas as iniciativas que visem a promoção da igualdade de acesso a melhores cuidados de saúde, nomeadamente às novas tecnologias, com vista à melhoria da qualidade de vida e bem estar das pessoas com diabetes”.

Refira-se, só em Portugal esta doença crónica “atinge mais de um milhão de portugueses, sendo que a este número acresce mais de dois milhões de pré-diabéticos”. Anualmente, morrem mais de quatro mil portugueses devido à Diabetes, são realizadas cerca de 1.500 amputações dos membros inferiores, e “ocorrem mais de sete mil casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”.

A importância das bomba de insulina para o bem-estar dos doentes

São inúmeras as complicações provocadas pela Diabetes “mal controlada”, nomeadamente problemas na visão (cataratas e cegueira), má circulação, problemas de coração a longo prazo (enfartes e AVC), problemas renais (insuficiência renal, podendo ser necessária hemodiálise), neuropatia (alteração da sensibilidade em qualquer região do corpo), problemas nos membros inferiores (aumento do tempo para cicatrização de lesões, úlceras, infeções, trombose e, em alguns casos, amputações).

Os signatários desta petição solicitam, por isso, a intervenção da Assembleia da República, para que avance, “com carácter de urgência”, com legislação sobre esta matéria tendo em conta as seguintes propostas a “comparticipação de bombas de insulina para todos os diabéticos” de modo “a permitir um melhor ajuste do dispositivo médico ao paciente”.

Estes dispositivos têm um papel preponderante no tratamento e controlo da doença porque:

  • permitem um melhor controlo e uma maior flexibilidade na vida de um utente com diabetes, evitando cumprimentos de horários das refeições e um ajuste para o caso de quem trabalha por turnos;
  • ter uma segurança de limite máximo de insulina injetada, algo que não é possível com as atuais canetas que podem levar a hipoglicemias graves, ou mesmo até à morte, em situações de doses incorretas de insulina ou de troca de insulina lenta por insula ultra-rápida;
  • permite menos injeções no corpo, das atuais seis a dez injeções com canetas, seria apenas necessária a inserção de um cateter de três em três dias;
  • quando ligada a um sistema de leitura contínua de glicose (CGM) pode suspender a insulina em caso de hipoglicemia e, em modelos recentes a serem lançados na Europa, permite o funcionamento do sistema chamado de pâncreas artificial, controlo automático da administração de insulina baseando-se nos valores da glicemia.

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