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Sudão: Militares pressionados a fazer a transição para um governo civil

Os militares no poder no Sudão estão sob pressão dos países ocidentais e dos manifestantes para a passarem rapidamente o poder a um governo civil, como pediram milhares de pessoas hoje em protesto frente ao quartel-general a pedir o fim da situação atual.

Sudão: Militares pressionados a fazer a transição para um governo civil
Notícias ao Minuto

12:22 - 15/04/19 por Lusa

Mundo Forças Armadas

A destituição, na quinta-feira, pelas Forças Armadas do Presidente Omar al-Bashir e a promessas do Conselho Militar de transição do poder logo que possível, não dissuadiram os milhares de sudaneses de se manifestarem em frente ao comando militar em Cartum.

A Aliança para a Liberdade e Mudança (ALC), que lançou a contestação que se estendeu pelo país desde dezembro último, exortou, no domingo, o Conselho Militar, sob comando do general Abdel Fattah al-Burhan Abdelrahmane, a transferir "imediatamente" o poder a um governo civil.

A ALC pediu igualmente ao governo de transição futuro e às forças armadas para que levem à justiça o Presidente demitido, bem como os responsáveis do poderoso serviço de informações (NISS), cujos agentes exerceram grande repressão sobre os movimentos de contestação, causando a morte de dezenas de pessoas.

Os apelos dos países ocidentais a uma passagem rápida do poder para as mãos de civis têm-se multiplicado depois da chegada ao poder de Abdel Fattah al-Burhan, na sexta-feira.

O sucessor do general Ibn Ouf, há 24 horas nos comandos do Conselho Militar, o novo homem forte do Sudão está, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, "empenhado em pôr em prática um governo inteiramente civil", mas sem dar prazos para que tal aconteça.

Domingo à tarde, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Noruega apelaram aos militares para que encetarem um diálogo com todos os partidos do país a bem da transferência do poder para os civis.

A transição deve ser feita "de forma pacífica e credível" e o novo executivo deve incluir os "organizadores da contestação, os chefes da oposição, os representantes de organizações civis e todas as pessoas da sociedade civil cuja presença se justifique, incluindo mulheres", defenderam os três países.

Num comunicado conjunto, as embaixadas manifestam-se contra a utilização da violência para dispersar manifestantes.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sudanês apelou domingo à comunidade internacional para que "apoie o Conselho Militar no processo de transição", tendo em vista a democracia.

Omar al-Bashir foi destituído e detido na quinta-feira pelas Forças Armadas, depois de mais de quatro meses de contestação popular.

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