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May discorda de Corbyn sobre união aduaneira mas abre porta

A primeira-ministra britânica divergiu da proposta do líder da oposição para negociar uma união aduaneira com a União Europeia (UE), mas sugeriu, numa carta endereçada a Jeremy Corbyn, mais discussões para tentar desbloquear o processo do 'Brexit'.

May discorda de Corbyn sobre união aduaneira mas abre porta
Notícias ao Minuto

09:00 - 11/02/19 por Lusa

Mundo Brexit

Respondendo à carta que Corbyn enviou na semana passada, na sequência de um encontro pessoal entre os dois, Theresa May volta a enfatizar que a Declaração Política que acompanha o Acordo de Saída do Reino Unido da UE negociado com Bruxelas "oferece explicitamente as vantagens de uma união aduaneira - sem tarifas, taxas, encargos ou restrições significativas".

A chefe do governo questiona assim a proposta de Corbyn para "união aduaneira permanente e abrangente" que inclua poder de decisão do Reino Unido sobre os futuros acordos comerciais da UE, pois tal impediria o país de negociar os próprios acordos com países terceiros.

"O principal desafio de negociação aqui é a posição da UE de que o comércio completamente sem atritos só é possível se o Reino Unido permanecer no mercado único. Isso significaria aceitar a livre circulação", explicou May na carta hoje tornada pública, lembrando que o 'Labour' também prometeu na campanha eleitoral de 2017 que não pretendia.

Porém, a primeira-ministra mostrou-se otimista com a abertura de Corbyn para tentar encontrar soluções para desbloquear o processo do 'Brexit', e sugeriu ao líder da oposição mais encontros para encontrar alternativas ao principal ponto de discórdia, uma solução para a Irlanda do Norte que evite uma fronteira física com a Irlanda.

Theresa May está determinada em negociar uma alternativa à solução de salvaguarda, conhecida como 'backstop', prevista no Acordo de Saída negociado entre o governo e Bruxelas, que será ativada se não estiver concluído um novo acordo comercial após o período de transição, no final de 2020, mantendo o Reino Unido na união aduaneira europeia e a Irlanda do Norte sujeita a certas regras do mercado único.

Na quinta-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, esteve em Bruxelas para se reunir com os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, e do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Porém, a posição da UE é de que o texto do Acordo não pode ser alterado e que a solução para a Irlanda do Norte é necessária para proteger o compromisso dos acordos de paz para a Irlanda do Norte.

Hoje, o negociador-chefe da União Europeia para o 'Brexit', Michel Barnier, vai receber o ministro britânico do 'Brexit', Stephen Barclay, para mais discussões.

Theresa May tinha prometido dar ao parlamento um novo voto sobre o acordo esta quinta-feira, mas esse voto poderá ser adiado para o final do mês, indicou o ministro da Habitação, James Brokenshire, numa entrevista à BBC no domingo.

Faltam 46 dias para o Reino Unido sair da UE, a 29 de março, data até à qual o governo britânico terá de tentar aprovar um acordo para evitar uma saída desordenada, sem acordo.

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