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"Quando ouvíssemos a sirene, tínhamos 30 segundos para ir para o bunker"

Antigo jogador português acabou a carreira mais cedo do que o esperado, mas promete voltar ao futebol na pele de treinador. Em entrevista ao Desporto ao Minuto, Torres recorda as melhores e as piores memórias de uma carreira recheada de peripécias.

"Quando ouvíssemos a sirene, tínhamos 30 segundos para ir para o bunker"
Notícias ao Minuto

08:00 - 22/05/19 por Francisco Amaral Santos 

Desporto Entrevista

Luís Torres acabou a carreira de futebolista de forma algo inesperada em 2012. Aos 31 anos, o ala direito foi obrigado a mudar de vida depois de ter passado uma experiência pouco positiva em Israel. Torres até nem queria ir para o Hapoel Be'er Sheva, mas a insistência do treinador da equipa israelita acabou por convencê-lo a deixar Portugal com a família. 

Após "dois meses maravilhosos" a situação da família de Torres alterou-se por completo por força do conflito israelo-palestiniano. O clima de tensão agudizou-se e Torres tomou a decisão de desvincular-se do clube. 

Passados sete anos após ter deixado o futebol, Torres vive agora outra 'vida' e conta, em entrevista ao Desporto ao Minuto, tudo aquilo que teve de lutar e ultrapassar.

Com um emprego comum a qualquer português, mas também com a responsabilidade de orientar a equipa de juniores do Belas, o antigo jogador revela-se preparado para voos mais altos. Na memória, para além dos momentos de aflição, estão também outros tantos de alegria. 

Estava num país que não era o meu e vivi um conflito que não era o meu

Deixou o futebol em 2012. Sente saudades de ser jogador?

Todos os dias sinto saudades. Principalmente do treino. Há quem tenha saudades dos jogos, eu tenho saudades do treino. Sou um viciado no treino. Claro que a componente competitiva ao fim de semana, com aquela adrenalina toda, é o mais aliciante de tudo, mas eu que gostava mesmo era de treinar. Aliás, eu posso confessar que todos os dias a primeira coisa que penso quando acordo é que vou para o treino. Foi uma decisão difícil, mas teve de ser tomada.

Olhando para trás, acha que foi tomada cedo demais?

Foi tomada quando tinha de ser tomada. Eu deixei de jogar não por falta de condições físicas ou psicológicas, como acontece muitas vezes. Eu acabo a minha carreira em condições muito particulares. Estava num país que não era o meu e vivi um conflito que não era o meu. Senti a minha integridade física, bem como a da minha família, em perigo. Em 2012 vivíamos em plena recessão económica em Portugal. Não havia trabalho e os clubes pagavam muito pouco. Aí, confesso, quando regressei a Portugal, não estava preparado para encontrar a realidade com que me deparei. Que realidade era essa? Clubes da II Liga a proporem contratos pouco mais altos do que o salário mínimo. Isso para mim nunca foi exequível. Digo isto com tudo o respeito. O futebol para mim, a partir de uma parte da minha vida, passou a ser a forma como eu geria a minha casa. Jogar futebol só pelo estatuto não fazia parte do meu pensamento. Como encheria a dispensa? Pensei dessa forma. Foi uma decisão que teve de ser tomada.

Lembro-me de um míssil ter atingido uma escola primária no meu bairro e algumas crianças acabaram por morrer

Viveu em pleno conflito em Israel. Que episódios mais marcantes guarda dessa aventura?

Esta aventura em Israel nunca esteve para acontecer. Estive dois anos e meio no Chipre. Estive sempre sozinho e do ponto de vista desportivo fui sempre muito feliz. Fui sempre o jogador mais utilizado das minhas equipas. Em termos desportivos, foi uma coisa muito bem conseguida. Em termos pessoais foram dois anos e meio de muito sofrimento. Deixei a minha filha, com seis meses, e a minha mulher em Portugal. Foram tempos muito complicados. Quando cheguei ao final da época o meu intuito era regressar a Portugal. Tinha em mente voltar à faculdade. Mas eis que a equipa onde eu estava, o Ethnikos Achnas, faz uma temporada fantástica e chega às meias finais da Taça. Na bancada estava o treinador daquela equipa israelita a ver o jogo. No final desse mesmo jogo liga-me a dizer: ‘Luís, queres vir para Israel?’ e eu respondo: ‘Não, você está maluco!’. Mas ele foi tão insistente... Ligava-me todas as semanas a pedir para ir para lá. Pagou-me uma viagem de três dias a Israel. Tudo pago. Fiquei num hotel maravilhoso em Telavive. E Telavive não tem nada a ver com o sul de Israel, é uma cidade maravilhosa. Estava perto da praia e era uma forma de me mostrarem o melhor que Israel tinha. Depois fui conhecer as instalações do clube e aquilo era gigantesco. Naquela altura estavam há quatro décadas sem conquistar um título. Era um gigante adormecido com muitos adeptos. Ainda assim, eu fiquei na dúvida. Estive lá aqueles três dias, mas não me convenceram. Vim para Portugal e fiquei à espera que surgisse alguma coisa credível.

Ainda assim, não desistiram...

Eles estavam sempre a pressionar e nessa altura pedi condições para poder levar a minha família. Eles reuniram essas condições e os primeiros dois meses foram fantásticos. A minha mulher adorava estar lá e eu também. Era um jogador muito acarinhado. Ao fim de um mês tinha uma bandeira portuguesa nas bancadas. Corria tudo muito bem até que numa certa noite… Nós já tínhamos sido avisados que, de vez em quando, o clima crispava. Barsebá ficava a 40 quilómetros da faixa de Gaza. O que nos disseram? Quando ouvíssemos a sirene, tínhamos 30 segundos para ir para o bunker. Todas as casas tinham um bunker. Uma safe room como eles dizem para te enfiares lá dentro e rezares que nada te aconteça. Há um dia em que há um ataque desses e era a primeira vez. Já sabíamos o que fazer, mas no dia seguinte marco uma reunião com o míster. ‘Míster, o que se passa?’ ‘Ah, isto é normal’. Disse-me que era um episódio esporádico, mas não foi esporádico. Houve ali três semanas em que o conflito se agudizou e onde havia ataques noturnos e diurnos. Fui duas vezes para Telavive com a roupa que tinha no corpo. Agarrei no carro e fugi porque a nossa cidade tinha sido evacuada. Lembro-me de um míssil ter atingido uma escola primária no meu bairro e algumas crianças acabarem por morrer. Lembro-me da minha filha entrar em pânico. Era muito pequenina e não percebia. Quando ela e a minha mulher voltaram para Portugal, porque vieram primeiro do que eu, uma simples sirene da polícia e dos bombeiros fazia com que ela saltasse logo para o colo da mãe.

Claro está, o rendimento desportivo ressentiu-se. A partir do momento em que senti que a minha integridade física e da minha família estava em perigo eu fui falar com a direção. Pedi ajuda ao consulado e elas foram embora. À direção do clube pedi uma solução para mim, que passava por me colocarem a viver em Telavive. Disse-lhes que não queria um cêntimo da parte deles. Não chegámos a acordo e em outubro fui embora. Sabia que corria o risco de poder acabar de forma precoce a minha carreira.

Estava impedido de jogar até janeiro, em termos legais, mas fui mantendo a forma até lá e aí encontrei a vertente dos pseudo amigos. Conhecia gente a treinar em alguns clubes e pedi-lhes para treinar apenas para manter a forma… Fecharam-me as portas. Em janeiro não arranjei nada que me convencesse e fui à procura de outro trabalho. Tinha 31 anos, dois braços e duas perninhas, e fui à minha vida.

O que aconteceu a seguir?

Inseri-me no mercado de trabalho. De repente passei de jogador profissional de futebol e ter 3 ou 4 mil pessoas a assistirem aos meus treinos para passar a trabalhar por turnos e a fazer madrugadas e noites. O que eu queria era ter salvaguardado a minha família. Quando se fecha uma porta, abre-se sempre uma janela. Neste caso, fechou-se a porta do futebol, mas abriu-se uma outra janela: licenciei-me, já fiz uma pós-gradução e um mestrado. Estas duas últimas relacionadas com o desporto e futebol. Mal consegui criar condições, voltei a estudar.

O que ambiciona enquanto treinador?

Sou treinador principal de uma equipa de juniores [do Belas]. Estou no início da minha carreira, mas quero e vou voltar ao futebol. É impossível dissociar-me deste mundo. É isto mesmo que eu quero fazer. Sei bem onde quero chegar e sei bem o que tenho de fazer. Depois é uma questão de oportunidade.

E como estão a ser as primeiras impressões?

Estão a ser fantásticas. Quando se é jogador pensamos apenas em nós. Somos egocêntricos. Queremos estar bem individualmente. Na pele de treinador tens de dominar uma série de componentes importantes. Tens de gerir pessoas. Há aqui uma mistura de competências que adquiri na faculdade que me vão ser úteis. Há treinadores que têm a parte prática, há outros tantos que têm a parte teórica... Eu tenho as duas (risos). As minhas equipas têm de ter um espírito coletivo enorme, serem organizadas e pensarem no grupo. Só depois de ser formado um grupo forte é que podem surgir as individualidades.

Voltando um bocadinho atrás. Esteve dois anos e meio no Chipre. Que recordações guarda?

É um país fantástico. Era um campeonato, naquela altura, com muitos portugueses e acho que tivemos um papel importante no seu desenvolvimento técnico e tático. É uma Liga interessante e permitiu-me voltar a jogar numa primeira divisão. Cheguei ao Chipre e fiz duas épocas e meia muito boas. Nos meus primeiros seis meses a adaptação foi muito fácil. Era uma equipa com muitos portugueses. Falava-se mais português do que grego. Depois passei para uma equipa de uma dimensão superior e fui o jogador de campo mais utilizado nas duas épocas. Conseguimos sempre alcançar os nossos objetivos. Desportivamente, foi muito bom. Se tivesse lá a minha família comigo era perfeito.

Sei que também teve um convite búlgaro... 

Uii… (risos). Jogava no Trofense, que era um clube muito bem organizado e muito bem gerido, mas lesionei-me e estive muito tempo de fora. No final da época surge a possibilidade de jogar num clube da Bulgária, orientado por um treinador português. Não interessa dizer o nome, mas já tinha sido meu treinador e conhecia-me bem. Eu aceito a proposta, mas havia uma condicionante: ia casar. Pedi para aparecer uma semana depois e eles dizem que estou à vontade. Até hoje estou à espera que me digam mais alguma coisa. Nem mensagens, nem emails, não me disseram mais nada. Fiquei desempregado e recém-casado. Sem qualquer justificação. Mas fiquei desempregado por pouco tempo.

Antes destas experiências internacionais passou por vários clubes em Portugal…

Vamos começar pelo início. Eu tive o privilégio e a honra de jogar dez anos no clube do meu coração que é o Estrela da Amadora. Sou da Reboleira. Vivia paredes-meia com o Estrela. Passava mais tempo no Estrela do que em casa. Assisti aos maiores feitos daquele clube. Desde da conquista da Taça de Portugal às presenças na UEFA. Tive também o prazer de ser capitão em todos os escalões. Joguei lá durante toda a formação. No meio disto tudo faltava-me jogar na equipa profissional. O Estrela apresenta-me o meu primeiro contrato profissional. O engenheiro Fernando Santos era o treinador do Estrela naquela altura, mas recebe um convite do FC Porto. O treinador que se seguiu tinha outras ideias e também tinha outras ideias para os jovens jogadores. Isto não é uma crítica, cada um tem as suas ideias. O míster Jorge Jesus pega no Estrela e leva-nos a nós jovens para fazermos a pré-época com o plantel principal. Mas nós sentíamos que não íamos ser aposta e aí tive de sair. Fui emprestado a AD da Guarda, Atlético e Amora. Do Amora vou para o Barreirense e é de lá que dou o salto para o Estoril. E depois o Trofense.

O Paulo Fonseca abriu-me as portas para treinar com ele no Odivelas. Não o conhecia de lado nenhum.

Pelo meio, apanha um período muito conturbado na história do Estoril…

O mais negro! Eu chego ao Estoril em 2004/05 e o clube tinha acabado de subir à I Liga pelas mãos do Ulisses Morais. Foi uma experiência fantástica e não a trocaria por nada. Fiquei ligado a vários momentos do clube. Posso dizer que na II Liga quem segurou o Estoril fomos nós, os jogadores. Nós chegávamos a ter treinos bidiários e fazíamos uma ‘vaquinha’ entre todos os jogadores e íamos ao supermercado mais próximo comprar sumos, papos-secos… E era com aquilo que nós nos alimentávamos. Foi muito difícil aguentar o Estoril naquela altura até que aparecesse o investidor João Lagos. Se o Estoril é o que é hoje, isso deve-se aos jogadores, treinadores e funcionários que ajudaram o clube naquela altura tão negra.

O Estoril esteve em risco de acabar?

O Estoril acabou! Nós fomos buscar as coisas ao balneário, só que de repente apareceu o João Lagos com uma solução. Liquidou uma parte dos salários em atraso e nós voltámos atrás e aguentámos aquilo. O mérito do Estoril estar onde está é nosso. Digo isto sem qualquer problema. O Estoril estabiliza e fica um clube apetecível. Depois, pelas mãos do Marco [Silva], que foi meu colega, sobe à I Liga e faz uma época tremenda. O Marco consegue levar a equipa à UEFA e dá o salto para o Sporting.

Como lidaram os jogadores com essa situação toda?

Foi complicado… Nessa época, em dois/três meses, o clube passa de clube da I Liga a ter um plantel reduzido. Chegámos a jogar com um guarda-redes na frente. E chegou a marcar um golo contra o Chaves! Houve jogadores que eram muito solicitados e perante a situação de incumprimento salarial acabaram por sair para outros clubes. Foi saindo um, foi saindo outro... Fomos ficando com um plantel reduzido. Com lesões e castigos, houve uma altura em que tivemos de jogar com um guarda-redes na frente. E, atenção, num campeonato em que desciam seis equipas. Foi extremamente difícil. É um clube que guardo no coração. Vivi os melhores e talvez os piores momentos da minha carreira no Estoril.

Que treinadores mais o marcaram? Já falou do Fernando Santos e do Jorge Jesus, mas também chegou a treinar com o Paulo Fonseca…

Quando aconteceu aquela situação da Bulgária, foi o Paulo Fonseca quem me abriu as portas para treinar com ele no Odivelas. Não o conhecia de lado nenhum. Ele ligou-me porque tínhamos um amigo em comum. Disse-me que tinha as portas abertas para treinar no Odivelas. Gostei muito e fiquei lá cerca de dois meses. Foi uma atitude de que gostei bastante e não estranhei nada que num período de dois anos ele chegasse ao Paços de Ferreira. Pela pessoa que é, não estranho o sucesso que está a ter.

A nível de treinadores… Era injusto estar a nomear algum que me tivesse marcado. Na formação, que eu considero ser a etapa mais importante, posso dizer três nomes. O professor Jorge Tempera, o professor Adérito, passando, obviamente, pelo míster Miguel Quaresma, que foi durante muitos anos adjunto do Jesus. Esses três ainda são uma inspiração para mim.

Olhando para o futebol atual e tendo em conta aquilo que viveu nos tempos de formação, que diferenças encontra?

Há mais condições. No meu tempo, nós jogávamos em pelados. Tínhamos poucos equipamentos. Vejo com bons olhos o investimento em academias. O que é que na minha opinião mudou para pior? A mentalidade dos jogadores. Na minha altura havia um maior compromisso e uma maior seriedade.

No futebol os pais e as mães olham para cada filho como uma mina de ouroQuer dar um exemplo?

Vou falar da minha experiência, da minha realidade, que é a da divisão distrital. Quando temos jogadores que colocam o futebol em segundo plano… ‘Tenho um passeio da escola, não vou ao treino’, ‘tenho uma viagem de finalistas, depois vou treinar’, ‘dói-me um bocado a perna, não vou treinar’. No meu tempo não era assim. Mas atenção, estou a falar da realidade de formação na distrital. Hoje o futebol é secundário para esses miúdos. Não levam o futebol tão a sério. No meu tempo era o nosso modo de vida. Nunca faltei a um treino no Estrela da Amadora. Nem eu, nem os meus colegas. Estão mais distraídos. É essa crítica que eu faço. O compromisso dos jogadores não é tão bom como era na minha altura. Obviamente se formos às equipas grandes e do campeonato nacional, isto não pode ser prática. Isto é óbvio. Mas na distrital é assim.

Como é que o treinador pode ajudar a contornar esse problema?

O treinador pode ter um papel mais pedagógico. Eu já treinei iniciados e juniores. Nunca tive um problema com um jogador ou com os pais. Na apresentação eu reúno com todos e digo aquilo que vou fazer durante o ano. Coloco os 'pontos nos is'. Vai haver gente que vais jogar mais, vai haver gente que vai jogar menos. Peço que nunca se metam no meu trabalho. Nunca tive um único problema. O nosso papel é importante enquanto formadores. Temos ali 20/25 jogadores à nossa frente, mas talvez nenhum deles consiga chegar a profissional. Mas vão dar os cidadãos de amanhã.

A questão dos pais interferirem nas escolhas dos treinadores tem estado muito em voga. O que se pode fazer para mudar isso?

Os pais e as mães olham para cada filho como uma mina de ouro. Portanto não querem assumir que o seu filho gosta de estar ali pelo mero gosto pelo futebol. Por vezes são os pais que pressionam os miúdos. Alguns pais querem mais do que os filhos. Eu já assisti a cenas de pancadaria entre pais, e entre pais e treinadores. Nós somos um país que tem ganho vários títulos ao nível da formação. Deixem os treinadores trabalhar em paz e os miúdos jogar em paz.

Falta formação aos pais?

Falta civismo. No meu tempo isto não existia. Os pais não se metiam. No meu tempo nunca paguei para jogar futebol. Agora isso acontece. Pagam os equipamentos e os pais julgam que isso dá direito aos filhos de jogarem sempre. Se jogam ou não jogam é esse o papel do treinador.

Para fechar, tem algum sonho de treinar algum clube no futebol? Talvez o Estrela?

(risos)… Sei bem aquilo que quero. Estou no início da minha carreira e estou preparado para um desafio maior. A minha ambição agora passa por treinar seniores. Estou preparado para isso. Quer um clube que me dê condições para mostrar trabalho. Degrau a degrau até onde os sonhos nos levarem. Houve treinadores que apareceram sem nunca terem feito o seu trajeto pelas divisões inferiores ou nas camadas jovens. O Marco [Silva], por exemplo, a primeira vez que treinou foi na II Liga, e subiu à I Liga. Passados dois anos estava no Sporting. O Litos também começou no Estoril na I Liga. Agora, a esmagadora maioria dos treinadores tem de fazer o seu caminho. Estou preparado. Se me derem a oportunidade, vou agarrá-la.

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